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Sanlorenzo SX Line: The Crossover Original
Na Sanlorenzo, a expressão The Crossover Original define uma família que mudou a maneira de organizar o espaço em um iate a motor. A SX Line aproxima o conforto de um flybridge da presença robusta e da vida ao ar livre associadas aos explorers. A proposta ganha forma em grandes superfícies envidraçadas, circulação fluida e popas que convidam a permanecer perto da água. Hoje, SX76, SX88, SX100 e SX120 traduzem essa ideia em quatro escalas, mantendo o mar como parte da experiência de morar a bordo.
O crossover como arquitetura de vida
Introduzida em 2017, a linha SX não se resume a misturar estilos de barcos. Seu argumento está em reorganizar as relações entre navegação, convivência e lazer. A influência do explorer aparece na postura e na abertura para atividades exteriores; a do flybridge, na oferta de ambientes confortáveis e áreas elevadas para aproveitar a paisagem. A combinação resulta em uma identidade própria dentro da frota Sanlorenzo.
Na leitura editorial, a diferença mais importante está no uso dos espaços. Uma área de popa deixa de ser apenas passagem para embarcar e passa a integrar o programa social. Um salão vale tanto pela conexão com o convés quanto pelo acabamento. Essa visão ajuda a explicar por que a família SX pode interessar a proprietários que preferem viver o destino, em vez de passar toda a estadia em ambientes fechados.
SX76 e SX88: duas portas de entrada
Com 23,7 metros de comprimento total, o SX76 é o menor modelo da seleção atual. Reúne capacidade divulgada para oito hóspedes e dois tripulantes, em uma configuração que combina volume e uma escala mais contida. A silhueta, a proa alta e as grandes janelas apresentam os elementos essenciais da família sem depender das dimensões de um superiate maior.
O SX88, de 26,7 metros, ocupa um lugar especial como o crossover original da série. O convés principal é apresentado com uma organização de inspiração residencial, próxima de um loft, enquanto a popa e as linhas exteriores mantêm a relação direta com o mar. A capacidade indicada é de oito hóspedes e três tripulantes. Crescer aqui não significa apenas acrescentar comprimento: muda também a maneira de distribuir privacidade, convívio e serviço.
SX100: a popa amplia o programa
O SX100 leva o conceito a 30,5 metros e recebe oito hóspedes, com acomodação indicada para cinco tripulantes. Sua característica central está na relação entre o lounge e a área de praia, complementada por plataformas laterais que se abrem para o mar. O espaço deixa de ser lido como uma sequência de compartimentos e passa a funcionar como uma composição de áreas conectadas.
Para quem gosta de ancoragens, banhos e embarcações de apoio, essa relação pode ser mais relevante do que uma sala formal adicional. Ao mesmo tempo, a personalização precisa preservar os caminhos de circulação e o funcionamento do serviço. O interesse do SX100 está justamente no equilíbrio entre amplitude, contato com a água e possibilidade de interpretar o interior conforme o modo de vida do proprietário.
SX120: a evolução chega a 36,58 metros
Apresentado mundialmente em Cannes em 2025, o SX120 tornou-se o topo da família. Seus 36,58 metros de comprimento e oito metros de boca abrigam dez hóspedes e seis tripulantes. A área de praia divulgada chega a 70 metros quadrados com a abertura dos terraços laterais e inclui uma piscina retrátil, enquanto o convés superior acrescenta uma perspectiva panorâmica sobre o entorno.
O projeto reúne desenho exterior da Zuccon International Project e interiores de Piero Lissoni. Na propulsão, adota a IPS Professional Platform da Volvo Penta, com quatro motores de 1.000 cv. A velocidade máxima informada é de 24 nós. São dados de apresentação do estaleiro, não resultados de um teste realizado por esta reportagem; benefícios de eficiência também dependem das condições e do perfil de utilização.
Interiores com linguagem de arquitetura
A identidade da linha aparece no tratamento de luz, volumes e continuidade. Janelas amplas, materiais escolhidos e ambientes de desenho limpo aproximam os salões de uma experiência residencial. No SX120, a proposta ganha a interpretação de Lissoni, com organização espacial e elementos escultóricos que dão protagonismo ao ambiente, além do mobiliário isolado.
Isso não torna todos os SX iguais por dentro. Arranjos e acabamentos variam, e a personalização é parte importante da proposta. A seleção de uma unidade precisa considerar como o proprietário recebe convidados, quanto valor atribui a áreas abertas e como pretende equilibrar privacidade e convivência. Fotografias de um modelo ou configuração não representam automaticamente todas as embarcações da linha.
Uma família para escolher pelo modo de usar
A comparação entre os quatro modelos começa nas dimensões, mas não termina nelas. Tripulação, disponibilidade de amarração, manutenção e rotina de serviço mudam bastante entre um SX76 e um SX120. A tabela oferece uma referência de escala; velocidades máximas são valores divulgados para as configurações apresentadas e não substituem avaliação técnica ou planejamento de autonomia.
O ponto comum permanece claro: a SX Line coloca o contato com o mar no centro do projeto, sem abandonar a arquitetura e o conforto de um iate de luxo. O SX120 amplia essa ambição, enquanto os modelos menores mantêm interpretações próprias da mesma ideia. Escolher um SX é, antes de tudo, decidir como se deseja passar o tempo a bordo — navegando, recebendo ou vivendo uma ancoragem como parte da viagem.
SX Line · comparação de escala
| Modelo | Comprimento | Boca | Hóspedes | Vel. máx.* |
|---|---|---|---|---|
| SX76 | 23,7 m | 6,6 m | 8 | 22 kn |
| SX88 | 26,7 m | 7,21 m | 8 | 23 kn |
| SX100 | 30,5 m | 7,6 m | 8 | 23 kn |
| SX120 | 36,58 m | 8 m | 10 | 24 kn |
Publicado em 16 de outubro de 2026. *Velocidades máximas divulgadas pelo estaleiro. Dimensões, capacidades e equipamentos dependem da configuração; não são resultados de teste desta reportagem.